BHP joga roleta-russa com acionistas e Vale

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Nesta análise, você vai entender as preocupações levantadas pelo advogado Tom Goodhead sobre a BHP e seu comportamento no processo judicial em relação ao desastre da barragem de Mariana. Goodhead compara a atuação da BHP a uma “roleta russa”, indicando que ela está colocando em risco seus acionistas e afetando a Vale, sua parceira na Samarco. Você descobrirá os desafios que ambas as empresas enfrentam, além das possíveis consequências financeiras que podem surgir desse caso. Este artigo revela a tensão entre as diferentes abordagens das empresas e a busca por soluções justas para as vítimas do desastre.

  • BHP é criticada por suas ações no caso da barragem de Mariana.
  • Tom Goodhead vê a BHP como um risco para seus acionistas.
  • A Vale não é ré, mas divide os custos com a BHP.
  • A BHP sugere pagamentos só após 2028, o que preocupa a Vale.
  • BHP e Vale têm abordagens diferentes sobre o processo judicial.

Comportamento da BHP e Seus Efeitos na Vale

O advogado Tom Goodhead, que representa municípios e vítimas em um processo judicial contra a BHP Billiton, fez declarações pesadas sobre a mineradora anglo-australiana. Ele comparou o comportamento da BHP a uma roleta russa com seus acionistas, afirmando que isso traz riscos diretos à Vale (VALE3), sua parceira na Samarco, a joint venture responsável pela barragem que rompeu em Mariana (MG).

O Processo Judicial e Seus Riscos

A Vale não é ré no processo, mas tem um acordo com a BHP para arcar com metade do prejuízo caso haja uma condenação. Uma decisão inicial da justiça britânica é esperada para julho. O advogado Goodhead destacou que o valor reclamado pelas vítimas na Inglaterra é de R$ 260 bilhões, montante definido por consultorias e pela FGV.

Ele afirmou:

Portanto, eles estão jogando uma roleta-russa com seus acionistas quando dizem que essa ação vai se estender até 2028 ou além disso.

A Ameaça de Falência

Goodhead alertou que a Vale pode enfrentar sérios problemas financeiros se a BHP continuar a protelar o processo. Embora a BHP seja significativamente maior, a Vale pode ter dificuldades se a BHP insistir em prolongar a situação, devido aos juros e correções que se acumulam durante esse tempo.

Aspecto BHP Vale
Tamanho Maior Menor
Risco de falência Menor Maior
Interesse no Brasil Menor Maior

A Postura da Vale

Goodhead elogiou a postura da Vale, citando o presidente Gustavo Pimenta e o vice-presidente de Assuntos Corporativos e Institucionais, Alexandre D’Ambrosio, como pessoas pragmáticas que querem fazer o que é certo. Ele contrastou isso com a BHP, que, segundo ele, não possui o mesmo interesse no Brasil.

A Vale não é uma companhia que está jogando roleta-russa com acionistas. A BHP joga outro jogo.

A Resposta da BHP

A BHP Brasil respondeu às críticas, afirmando que, como acionistas da Samarco, sempre atuaram em conjunto com a Vale. A empresa destacou que ambas têm trabalhado lado a lado para encontrar soluções para a compensação e reparação dos impactos do rompimento da barragem de Fundão.

Acordo de Reparação

O compromisso da BHP e da Vale se reflete no Acordo de Reparação, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024. Esse acordo traz segurança jurídica e é visto como uma solução definitiva para os atingidos.

Programa Status
Acordo de Reparação Homologado pelo STF
Programa Indenizatório Definitivo Mais de 80 mil requerimentos recebidos

Avanços na Reparação

Desde a abertura do Programa Indenizatório Definitivo (PID), mais de 80 mil requerimentos foram recebidos, mostrando um avanço significativo na reparação. Além disso, 26 municípios aderiram ao acordo, fortalecendo as condições para políticas públicas que visam criar novos empregos e melhorar a qualidade de vida das populações afetadas.

Conclusão

Em resumo, a análise das preocupações levantadas por Tom Goodhead sobre a BHP e seu impacto no processo judicial em relação ao desastre da barragem de Mariana revela um cenário tenso e cheio de riscos. A comparação feita por Goodhead, ao afirmar que a BHP está jogando uma “roleta russa” com seus acionistas, enfatiza a gravidade da situação. A Vale, embora não seja ré, se vê em uma posição delicada, dividindo os custos e enfrentando a possibilidade de dificuldades financeiras se a BHP continuar a protelar o processo.

A postura pragmática da Vale, destacada por Goodhead, contrasta com a abordagem da BHP, que parece desinteressada em resolver a situação de maneira rápida e justa. O Acordo de Reparação, homologado pelo STF, mostra um caminho positivo, mas a incerteza ainda paira sobre o futuro financeiro das empresas e das comunidades afetadas.

Portanto, é crucial que você continue acompanhando este tema, pois as consequências desse caso podem se estender por muito mais tempo. Para mais informações e análises sobre o mercado e questões como essa, não deixe de visitar o Clube Trader.

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